quinta-feira, 14 de maio de 2009
Primaverar
Força interior que revela aquilo que o universo escondeu.
Relembra a vida, retorna a história revive a lida.
De fato, não esqueceu que a função do viver é mostrar os perfumes que provém de nossas experiências.
Falar de primavera é colorir o jardim da alma com as cores da existência.
Não cultivar as pétalas é deixar morrer aos poucos as folhas que se sustentam na árvore.
Antecipamos a secura do inverno na veracidade da prima-vera.
Que de tão parente, se torna bem presente.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Descamisados
Da dor que há no peito, apenas recordo da roupa que deixei. Nem nova e nem velha, apenas roupa, que a mim não pertencia e muito menos cabia. A minha roupa sempre foram vestes reais, mas as ignorava porque as vestes que deixei eram desconfortáveis. Elas, os trapos remendados, ragaram-se... fiquei nu. Logo ganhei roupas novas, estas s ão apertadas, justas, firmes... São minhas e é com elas que eu vou ao banquete do rei. Todos estão convidados, bastam ir com suas vestes reais.
Coisificação.
Sou um monte de coisas. Sou coisa em um monte. Queria dizer que não tenho como afinar o que sou, se soubesse, teria encontrado a resposta para a felicidade plena. Aquela em que o homem se vê, se conhece e se realiza em si e mais em Deus. Sou um monte de coisas. Em que monte estou?
terça-feira, 28 de abril de 2009
Nem eu entendi!
Viver o "não viver"é andar sem se mover. Porque a vida é conjunto de um só instrumento. Que toca uma sinfonia em que o todo é uníssino, e que os caminhos não são equivocos. É o mesmo que falar sem palavras e cantar sem som. Porque toda vida quer encontrar a morte e toda sorte tem por codinome "Providência".
Onde cada lado tem ser canto e no remanso do olhar se encontra a alma nessecitada de querer.
Palavras, pequenas palavras.
Já não entendo, já não compreendo. Por vezes o tempo parece correr, por outras ele para e eu tenho que respirar junto com ele: o ar da ignorância das palavras. A surpresa que o ser humano me provoca é muito desconfortante, tentando nos dar a doçura da vida, o homem nos oferece o amargo contra-testemunho da palavra. A humanidade está fadada a conhecer o seu fim, se o início é vivido somente pela razão. E a razão não apaixonada pelo mistério, não desvenda o obscuro, mas enterra os corações pois o que se conhece é somente o que já se sabe. EU SEI! E nada mais...
Assinar:
Postagens (Atom)
.jpg)